sexta-feira, 26 de maio de 2017

COMO MORRERAM OS DISCIPULOS DE CRISTO



A Bíblia não registra como morrem todos os 12 apóstolos. Pedro, por exemplo, segundo a tradição, foi crucificado de cabeça para baixo em Roma.

André, também segundo a tradição, foi martirizado e morto na Grécia.

Tiago, filho de Zebedeu, foi morto por Herodes. Atos 12:1,2. Ele foi o primeiro dos apóstolos a ser morto.

João, irmão de Tiago, segundo a tradição cristã, foi lançado vivo num tacho de óleo fervente, mas nada sofreu, Deus o livrou como fez com os moços lançados na fornalha de fogo ardente. Depois foi exilado para a ilha de Patmos onde recebeu as Revelações do Apocalipse. Era o mais jovem dos discípulos, e foi o último deles a morrer, possivelmente em Éfeso, de morte natural.

Felipe, de acordo com “Genealogias dos Apóstolos”, morreu de morte natural.

Bartolomeu, segundo a tradição, foi posto vivo num saco e lançado no mar.

Tomé, segundo a tradição, trabalhou na Índia e aí foi martirizado e morto.

Mateus, segundo a tradição, morreu de morte natural na Etiópia ou na Macedônia.

Tiago, filho de Alfeu, segundo um livro do seu tempo, foi apedrejado pelos judeus, em Jerusalém, por pregar Cristo.

Sobre a morte de Tadeu, sabe-se apenas que foi sepultado em Beirute ou no Egito.

Simão, o Zelote, segundo uma tradição, trabalhou no norte da África e sofreu martírio na Palestina durante o reinado de Domiciano, perseguidor dos cristãos.

Judas, todos sabemos: enforcou-se após trair Jesus. Mateus 27:3-5.

Poderíamos ainda acrescentar Paulo, que não esteve entre os doze mas foi chamado para ser apóstolo pessoalmente por Jesus: foi decapitado próximo de Roma, segundo a tradição.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

OS 1290 E 1335 DIAS DE DANIEL

A interpretação dos "1290 dias" e dos "1335 dias" de Daniel 12:11 e 12 respectivamente como 1290 anos e 1335 anos é antiga, podendo ser encontrada já entre os expositores judeus do século 8 d.C. Essa interpretação, baseada no princípio dia-ano (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6 e 7), continuou sendo advogada pelos seguidores de Joaquim de Fiore (1130-1202), bem como por vários outros expositores, durante a pré-Reforma, a Reforma e a tradição protestante subseqüente.(1) 

Guilherme Miller (1782-1849), por sua vez, acreditava, em primeiro lugar, que tanto os 1290 anos como os 1335 anos haviam iniciado em 508, quando Clóvis obteve a vitória sobre os visigodos arianos, passo esse decisivo na união dos poderes político e eclesiástico para a punição dos considerados hereges pelo catolicismo medieval. Em segundo lugar, Miller cria que os 1290 anos haviam se cumprido em 1798, com o aprisionamento do Papa Pio VI pelos exércitos franceses; e, finalmente, que os 1335 anos se estenderiam por mais 45 anos até o término dos 2300 anos de Daniel 8:14, entre 1843 e 1844.(2)

Essa interpretação foi mantida pelos primeiros adventistas observadores do sábado,(3) transformando-se na posição histórica da Igreja Adventista do Sétimo Dia até hoje.(4) Porém, em anos recentes, alguns pregadores independentes começaram a propagar o que consideram nova luz sobre os 1290 e 1335 dias de Daniel 12. Rompendo com a tradicional compreensão adventista, tais indivíduos alegam que ambos os períodos são compostos por dias literais, e não dias que representam anos, a se cumprirem ainda no futuro.

Alguns deles sugerem que ambos os períodos iniciarão com o futuro decreto dominical; que os 1290 dias literais são o período reservado para o povo de Deus sair das cidades; e que ao término dos 1335 dias literais a voz de Deus será ouvida anunciando "o dia e a hora" da volta de Cristo.(5) Por mais interessante que essa teoria possa parecer, existem pelo menos cinco razões básicas que nos impedem de aceitá-la.

1. A teoria se baseia numa leitura parcial e tendenciosa dos escritos de Ellen White.

Um dos argumentos para justificar o cumprimento futuro dos 1290 e 1335 dias é a falsa alegação de que Ellen White considerava como errônea a noção de que os 1335 dias já haviam se cumprido no passado. Alusões são feitas à carta que ela enviou "à igreja na casa do irmão Hestings", datada de 7 de novembro de 1850, na qual são mencionados alguns problemas relacionados com o irmão O. Hewit, de Dead River.

No texto original em inglês dessa carta aparece a seguinte declaração: "We told him of some of this erros in the past, that the 1335 days were ended and numerous errors of his."(6) Essa declaração deveria ser traduzida simplesmente como: "Nós lhe mencionamos alguns dos seus erros do passado, que os 1335 dias haviam se cumprido e muitos dos seus erros." No entanto, alguns defensores da nova teoria profética preferem substituir a conjunção "que" (inglês that) pela expressão "tais como" (inglês such as), alterando dessa forma o sentido do texto. Assim, eles conseguem fazer com que a sentença diga que entre os erros advogados por Hewit estava também a idéia de "que os 1335 dias haviam se cumprido".

Se a intenção de Ellen White era realmente corrigir o irmão Hewit por crer que os 1335 dias já haviam se cumprido, permaneceriam as indagações? Por que Ellen White se limitou a corrigir, em 1850, de forma parcial e tendenciosa, apenas a posição desse irmão, sem qualquer repreensão aos demais líderes do movimento adventista que também criam que esse período profético já havia se cumprido em 1844? Por que ela não reprovou o seu próprio esposo, Tiago White, por afirmar na Review and Herald, ainda em 1857, que "os 1335 dias terminaram com os 2300, com o Clamor da Meia-Noite em 1844"?(7)

Por que ela não o repreendeu por continuar publicando na mesma Review vários artigos de outros autores, advogando a mesma idéia?(8)

E mais, como poderia Ellen White haver declarado, em 1891, que "nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo"?(9)

Evidências de que Ellen White cria que esses períodos já haviam se cumprido em seus dias podem ser encontradas também em suas declarações segundo as quais Daniel já estava sendo vindicado em sua sorte (ver Dan. 12:13) desde o início do tempo do fim.(10) Cremos, portanto, que o Dr. Gerard. P. Damsteegt, professor do Seminário Teológico da Universidade Andrews, estava correto ao declarar que "já em 1850 E. G. White havia escrito que 'os 1335 dias haviam se cumprido', sem especificar o tempo do seu término".(11)

2. A teoria quebra o paralelismo profético-literário do livro de Daniel.

Para justificar o suposto cumprimento futuro dos 1290 e 1335 dias, os advogados da "nova luz" profética alegam, sem qualquer constrangimento, que o conteúdo da Daniel 12:5-13, onde são mencionados esses períodos, não é parte da cadeia profética do livro de Daniel. Porém, uma análise mais detida da estrutura literária do livro não confirma essa teoria. O Dr. William H. Shea esclarece que, no livro de Daniel, cada período profético (1260, 1290, 1335 e 2300 dias) aparece como um apêndice calibrador ao corpo básico da respectiva profecia que lhe corresponde.

Por exemplo, a visão do capítulo sete é descrita nos versos 1-14, mas o tempo a ela relacionado só aparece no verso 25. No capítulo 8, o corpo da visão é relatado nos versos 1-12, mas o tempo só ocorre no verso 14. De modo semelhante, os tempos proféticos relacionados com a visão do capítulo 11 só são mencionados no capítulo 12.12 Esse paralelismo comprova que os 1290 dias e os 1335 dias de Daniel 12:11 e 12 compartilham da mesma natureza profético-apocalíptica dos termos "tempo, tempos e metade de um tempo", de Daniel 7:25, e as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14.

Assim, se aplicarmos o princípio dia-ano aos períodos proféticos de Daniel 7 e 8, também devemos aplicá-lo aos períodos de Daniel 12, pois todos esses períodos estão interligados, de alguma forma, e a descrição de cada visão indica apenas um único cumprimento para o período profético que lhe corresponde.

Além disso, a alusão em Daniel 12:11 ao "sacrifício diário" e à "abominação desoladora" conecta os 1290 e os 1335 dias não apenas com o conteúdo da visão de Daniel 11 (Dan. 11:31), mas também com as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14 (ver Dan. 8:13; 9:27). O mesmo poder apóstata que haveria de estabelecer a "abominação desoladora" em lugar do "sacrifício diário" é descrito em Daniel 7 e 8 como o "chifre pequeno", e em Daniel '' como o "rei do Norte." Portanto, a tentativa de interpretar alguns períodos proféticos de Daniel (70 semanas, 2300 tardes e manhãs) como dias que simbolizam anos, e outros (1290 dias, 1335 dias) como meros dias literais, é totalmente incoerente com o paralelismo profético-literário do livro de Daniel.

3. A teoria apóia-se em uma interpretação não bíblica do termo hebraico tamid.

A teoria de que tanto os 1290 dias quanto os 1335 dias iniciam com o futuro decreto dominical é baseada na suposição de que, em Daniel 12:11, as expressões "sacrifício diário" e "abominação desoladora" significam respectivamente o sábado e o domingo. Mas também essa suposição carece de fundamento escriturístico.

A expressão "sacrifício diário" é a tradução do termo hebraico tamid, que significa "diário" ou "contínuo", ao qual foi acrescentada a palavra "sacrifício", não encontrada no texto original de Daniel 8:13 e 12:11. A palavra tamid é usada nas Escrituras em relação não apenas com o sacrifício diário do santuário terrestre (ver Êxo. 29:38 e 42), mas também com vários outros aspectos da ministração contínua daquele santuário (Êx. 25:30; 27:20; 28:29 e 38: 30:8; I Crôn. 16:6). No livro de Daniel, o termo se refere, obviamente, ao contínuo ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial (Dan. 8:9-14). Já a expressão "transgressão assoladora" ou "abominação desoladora" subentende o amplo sistema de contrafação a esse ministério, construído sobre as teorias antibíblicas da imortalidade natural da alma, da mediação dos santos, do confessionário, do sacrifício da missa, etc.

Não podemos concordar com a teoria de que em Daniel 12 o "diário" representa simplesmente o sábado, e a "abominação desoladora", o domingo. Para crermos dessa maneira, teríamos que esvaziar essas expressões do amplo significado que lhes é atribuído tanto pelo próprio contexto bíblico no qual aparecem, como também pelo consenso geral das Escrituras.

4. A teoria reflete a interpretação jesuíta futurista da Contra-Reforma católica.

Os defensores da interpretação literal-futurista dos 1290 e 1335 dias alegam que sua posição é genuínamente adventista e plenamente sancionada pelos escritos de Ellen G. White. No entanto, se analisarmos mais detidamente o assunto à luz da História, perceberemos que essa teoria rejeita o historicismo e o princípio dia-ano da tradição protestante, para se alinhar abertamente com o futurismo literalista da Contra-Reforma católica.

Os reformadores protestantes do século 16 identificavam o "chifre pequeno" com o papado, do qual se originaria a "abominação desoladora" de que fala Daniel.(13)

Foi para inocentar o papado dessas acusações que o cardeal italiano Roberto Bellarmino (1542-1621), o mais capaz e renomado de todos os polemistas jesuítas, sugeriu que o "chifre pequeno" era um mero rei e que os 1260, 1290 e 1335 dias eram apenas dias literais a se cumprirem somente no período que antecederia o fim do mundo.(14) Dessa forma, o papado contemporâneo não poderia mais ser identificado como o "chifre pequeno" ou "rei do Norte" e, conseqüentemente, não mais poderia ser responsabilizado pela "transgressão assoladora" ou "abominação desoladora".

Muitos dos defensores contemporâneos da interpretação futurista dos 1290 e 1335 dias desconhecem o comprometimento dessa teoria com o futurismo da Contra-Reforma católica. Mas, mesmo assim, tais indivíduos deveriam pelo menos reconhecer que "essas propostas futuristas repousam, essencialmente, sobre uma compreensão errônea dos padrões de pensamento da poesia hebraica", e que "elas representam uma leitura do idioma hebraico através de óculos ocidentais".(15)

5. A teoria menospreza as advertências de Ellen G. White contra a tentativa de se estender o cumprimento de qualquer profecia de tempo para além de 1844.

Se essa teoria fosse correta, bastaria ser promulgado o decreto dominical, e já saberíamos por antecipação quando a porta da graça se fecharia e quando ocorreria a segunda vinda de Cristo. Essa é, por conseguinte, mais uma forma sutil e capciosa de se estabelecer datas para os eventos finais. Por mais originais e criativas que possam parecer, essas tentativas não passam de propostas especulativas, que desconhecem ou menosprezam, em nome de Ellen White, as suas próprias advertências sobre o assunto.

Já em 1850, ela escreveu: "O Senhor me mostrou que o tempo não tem sido um teste desde 1844, e que o tempo nunca mais será um teste."(16)

Posteriormente, acrescentou que "nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo". "O Senhor mostrou-me que a mensagem deve ir, e que não deve depender de tempo; pois tempo não será nunca mais uma prova. Deus não nos revelou o tempo em que esta mensagem será concluída, ou quando terá fim o tempo de graça."(17)

Somente depois do fechamento da porta da graça, e pouco antes da segunda vinda, é que Deus há de declarar aos salvos "o dia e a hora da vinda de Jesus".(18)

Comentando a expressão "que não haveria mais tempo" (Apoc. 10:6 KJV), em 1900, a sra. White declarou: "Esse tempo, que o anjo declara com um solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem o tempo de graça, mas o tempo profético, que precederia o advento de nosso Senhor. Ou seja, o povo não terá outra mensagem a respeito de um tempo definido. Após este período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver qualquer cálculo definido de tempo profético."(19)

Sendo esse o caso, por que então continuar insistindo em reaplicar os 1290 dias e os 1335 dias de Daniel 12 para o futuro? Cabe somente a Deus julgar o grau de sinceridade daqueles que assim o fazem, mas uma coisa é certa: A"fé em uma mentira não terá influência santificadora sobre a vida ou o caráter. Nenhum erro é verdade, nem pode tornar-se verdade pela repetição, ou por fé nele. ... Posso ser perfeitamente sincera em seguir um caminho errado, mas isso não torna o caminho certo, nem me levará ao lugar que eu desejava chegar."(20)

PROTEGIDOS DO ENGANO

É evidente, portanto, que a teoria de um cumprimento futuro dos 1290 e 1335 dias baseia-se numa leitura parcial e tendenciosa dos escritos de Ellen White, quebra o paralelismo profético-literário do livro de Daniel, apóia-se em uma interpretação não bíblica do termo hebraico tamid, reflete a interpretação jesuíta futurista da Contra-Reforma católica, e menospreza as inspiradas advertências contra a tentativa de se estender o cumprimento de qualquer profecia de tempo para além de 1844.

Numa época em que os vendavais de falsas doutrinas estarão soprando com forte intensidade (Efés. 4:14), "para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mat. 24:24), só estaremos seguros se alicerçados sobre a clara e inamovível Palavra de Deus. Toda "nova luz", para ser verdadeira, deve estar em perfeita harmonia com o consenso geral das Escrituras e dos escritos inspirados de Ellen White.(21) Os atalaias do povo de Deus jamais deveriam permitir que as conjecturas e as especulações humanas os impeçam de dar à trombeta o sonido certo (Eze. 33:1-9; I Cor. 14:8).

Referências:

1 LeRoy Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers,Washington, D.C.: Review and Herald, 1954, vol. 4, págs. 205 e 206.

2 William Miller, Evidences from Scripture and History of the Second Coming of Christ about the Year a.D. 1843, and of His Personal Reign of 1000 Years, Brandon, Vermont: Telegraph Office, 1833, pág. 31; Idem, Evidence from Scripture and History of the Second Coming of Christ, about the Year 1843,
Exhibited in a Course of Lectures, Boston, Joshua V. Himes, 1842, págs. 95-104, 296 e 297; Idem, Synopsis of Miller's Views, Signs of the Times, 25/01/1843, págs. 148 e 149.

3 P. Gerard Damsteegt, Foundations of the Seventh-day Adventist message and Mission, Grand Rapids, MI; Eerdmans, 1977, págs. 168-170.

4 ver Uriah Smith, Synopsis of the Present Truth, nº 12, Review and Herald, 28/01/1858; Stephen N. Haskell, The Story of Daniel the Prophet, Berrien Springs, MI, 1903; págs. 263-265; J. N. Loughborough, The Thirteen Hundred and Thirty-Five Days, Review and herald, 04/04/1907, págs. 9 e 10; Uriah Smith, The Prophecies of Daniel and the Revelation,Washington, D.c., Review and Herald, 1944, págs. 330 e 331; George Price, The Greatest of the Prophets: A New Commentary on the Book of Daniel, (Mountain View, CA, 1955, págs. 337-342; Araceli S. Melo, Testemunhos Históricos das profecias de Daniel, Rio de Janeiro, RJ, Laemmert, 1968, págs.727-729. Francis D. Nichol (editor), The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Washington, D.C., Review and Herald, 1977, vol. 4, págs. 880 e 881; Vilmar e. Gonzalez, "Os 1290 e 1335 dias em Daniel 12", Revista Adventista, 09/82, págs. 43 e 45; Hacques B. Doukhan, Daniel: The Vision of the End, Berrien springs, MI, 1989, pág. 135; William H. Shea, "Time Prophecies of Daniel 12 and Revelation 12 e 13, in Frank Holbrook (editor), Symposium on Revelation - Book 1, Daniel and Revelation Commitee Séries, vol. 6, Silver Spring, MD, 1992, págs. 327-360.

5 Victor Michaelson, Delayed Time-setting Heresies Exposed,Payson, AZ; Leaves-Of-Autumn, 1989.

6 E. G. White, Carta H-28, 07/11/1850.

7 James White, "The Judgment", Review and Herald, 29/01/1857, pág. 100.

8 J. N. Loughborough, "The Hour of His Judgement Come", Review and Herald, 14/02/1854, pág. 30; Uriah Smith, "Short Interviews with Correspondents", Idem, 24/02/1863, pág. 100, e 08/09/1863, pág. 116.

9 Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 188.

10 Idem, Manuscrito 50, 1893; Carta K-59, 22/11/1896; Manuscrito 176, 04/11/1899; Manuscrito 10, 1900; Carta B-6, 17/01/1907.

11 P. Gerard Damsteegt, Op. Cit., pág. 169.

12 William H. Shea, The Abundant Life Bible Amplifier, BoiseID, Pacific Press Association, 1996, págs. 217-223.

13 LeRoy Froom, Op. Cit., vol. 2, págs. 241-463.

14 Ibidem, págs. 495-502.

15 Frank Holbook, Symposium on Revelation - Book 1, pág. 327.

16 Elen G. White, Primeiros Escritos, pág. 75

17 Idem, Op. Cit., vol 1, págs. 188 e 191.

18 Idem, O Grande Conflito, pág. 640.

19 Comentários de Ellen White em The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 971.

20 Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 56.

21 Idem, Counsels to Writers and Editors, págs. 33-51.



POR ALBERTO R. TIMM

sábado, 3 de dezembro de 2016

Gálatas e a Maldição da LEI



Apresentação

A carta escrita por Paulo aos gálatas no Novo Testamento, confrontada com outros textos bíblicos que tratam da Lei de Deus em seus dez artigos, é bastante esclarecedora nessa questão em estudo sobre a Maldição da lei. Diante da angustiosa dúvida estabelecida no mundo cristão, sobre o que continua valendo da Lei de Deus em seus dez preceitos após a morte de Cristo. Afinal se Cristo cumpriu a Lei na cruz, estamos nós desobrigado dessa função?

Este trabalho convida a todos os interessados, apenas a um estudo e reflexão do tema, tendo em vista que a conclusão é individual, e depende diretamente do livre arbítrio de cada um, e principalmente da atuação do Espírito Santo em cada mente.

Sendo um estudo bíblico, toda a fala dirigida ao leitor é comprovada com seu referencial contido na Palavra de Deus em seus capítulos e versículos. Para isso usamos somente a Bíblia.

Bom estudo a todos, e que Deus nos ajude a encontrar a paz que só a Verdade Divina pode trazer aos corações aflitos pela dúvida quanto à Maldição da Lei em seus dez mandamentos, ou talvez só em alguns.

















Sumário


Assunto
Página
Introdução
04
A Lei de Deus aos Gálatas
05
Os Dois Concertos (2º Coríntios 3)
24
Jesus no Templo
25
O que é concerto?
27
Ministério da Morte - (II Coríntios 3:7)
28
Ministério da Condenação - (II Coríntios 3:9)
28
Letra que Mata – (II Coríntios 3:6)
29
Foi abolido
29
Os verdadeiros obedientes não cairão
34
Por que Paulo foi tão rigoroso com os Gálatas?
35
Como descobrir as verdades bíblicas?
38
Como conhecer a verdade?
42
Quais são as verdades da Bíblia?
44
Quem é justo diante de Deus?
47
Vejamos como muitos cristãos aceitam o evangelho.
55
Considerações Importantes
56
A Bíblia Responde
64
Conclusão I
65
Conclusão II
66
Curiosidades sobre a Bíblia
67









Introdução

Há aproximadamente mil e quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, os filhos de Israel saíram do Egito liderados por Moisés e após três meses de peregrinação acamparam-se em frente ao monte Sinai.

No terceiro dia desse acampamento, de cima do monte que tremia assustadoramente, entre fogo, fumaça, relâmpagos e trovões, se apresentou Deus com voz de muitas águas a todo o arraial que se estremecia diante de tão grandioso acontecimento falou de sua própria boca os dez mandamentos.

Moisés permaneceu ainda no monte por quarenta dias, para receber todas as instruções de Deus a ser transmitida ao povo, cuja a obediência integral naquela época teria o poder de construir uma nação santa de harmonia e paz entre seus membros e deles para com o seu Criador. Não no sentido de que a salvação estivesse reservada apenas a essa nação, mas para que ela servisse de influência na salvação de outros povos.

Porém, os dez mandamentos, ora falada ao povo pela boca de Deus, é agora escrita em duas tábuas de pedra pelo próprio dedo de Deus e entregue a Moisés para ser levada ao povo de Israel como testemunho da Aliança estabelecida por Deus entre Ele e seu povo.

A carta de Paulo às igrejas da Galácia deixa bastante evidente o quanto nosso coração se deixa influenciar por constantes dúvidas, as quais podem nos conduzir à perdição caso não sejam esclarecidas cavando fundo na mina da verdade que é única e exclusivamente a Palavra de Deus.

Então, tendo apenas a Bíblia como parâmetro de fé, vale a pena consultar os escritos neste trabalho relacionados e que Deus dê a sabedoria necessária a cada leitor e que o Espírito Santo faça morada em seu coração e ilumine sua mente nesta caminhada.










A Lei de Deus aos Gálatas

Não se pode negar que o livro de Gálatas escrito por Paulo entre 15 a 25 anos depois que Cristo foi crucificado, tem produzido muita controversa sobre esse tema “A Maldição da Lei”. O que apóstolos dos gentios estava querendo dizer aos gálatas? Quem será maldito? Jesus cumpriu a Lei na cruz? Porque as igrejas têm visão diferentes sobre o mesmo assunto? Estas perguntas esperamos juntos encontrarmos as respostas. Que Deus te abençoe e te guarde durante todo estudo.

Todos os comentaristas bíblicos afirmam que esta carta foi dirigida à igreja da Galácia, e mesmo eles concordando com essa afirmação, surge uma pergunta: qual Galácia? A do Sul ou do Norte, ou mesmo a carta teria sido escrita para as duas? Neste ponto abre a discussão se o livro de Gálatas foi escrito para os cristãos do Sul, isso teria acontecido entre os anos de 45 a 47 D.C. Mas se foi para os conversos do Norte, a data mudaria entre 53 a 54 D.C.

Independente da data, ou para que região Paulo escreveu, o que importa mesmo é o assunto central da Carta. O tema focado é a justificação alcançada pela fé em Cristo, esse argumento se coloca em contrafação aos ensinamentos judaicos, que estabelecia as obras como forma de exteriorizar sua crença em Deus. Isso incluía a circuncisão sacrifícios de animais e outros ritos, como a comemoração dos dias de festas judaicas, praticados pelo povo Judeu desde Moisés.

A questão específica era se o cumprimento das cerimônias e exigências prescritas pelo judaísmo, habilitava o pecador, para ser aceito por Deus, e nesse ponto Paulo foi enfático em dizer: “[...]o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus[...]” Gálatas 2:16, o cristão que tentar ganhar a salvação por seus próprios méritos, perdê-la-á. “Não anulo a graça de Deus, porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu inutilmente” Gálatas 2:21.

Não se pode imaginar que uma pessoa, possa por seus próprios méritos alcançar a salvação, esse argumento colocaria em cheque todo ministério de Jesus Cristo na terra, principalmente sua morte na cruz, bem como sua ressurreição. A salvação é, foi, e sempre será pela graça, nunca pela lei. “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” Romanos 3:20.

Veremos a partir de agora alguns pontos que precisam ser compreendidos por nós. Aqui pare a leitura e busque orientação do Espírito Santo, [Oremos] ... “Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei e sim mediante a fé em Jesus Cristo, também temos crido em Jesus Cristo, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado ” Gálatas 2:16,

Paulo reafirma em Romanos:  Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. Romanos 3:28 

Veja que as duas cartas estão falando da mesma coisa, substituir a salvação em Cristo, por algum tipo de rito. Afinal do que Paula está falando? Em uma análise superficial, temos a impressão que seria os dez mandamentos, mas vejamos o que ele fala dos mandamentos de Deus: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei”. Romanos 3:31.

Paulo muda sua feição, olhando para Pedro e os demais apóstolos e discípulos, usando de sua fina dialética, mostra-lhes o poder do evangelho. Os discípulos viveram com Cristo tanto tempo e mesmo agora não compreendiam na totalidade sua mensagem. O problema aqui era o preconceito que os Judeus carregavam dentro do coração, não aceitavam com facilidade a conversão dos Gentios (pessoas que não eram judeus).

Era como se eles quisessem que primeiro as pessoas se naturalizasse judeu, para depois se tornarem cristãos. Veja o que diz a palavra de Deus: “Sob uma única condição permitiremos: que vos torneis como nós, circuncidando-se todo macho entre vós; então, vos daremos nossas filhas, tomaremos para nós as vossas, habitaremos convosco e seremos um só povo”. Gênesis 34:15-16

Essa ideia se perpetuou até os dias de Jesus, fazia parte da cultura do povo, e não seria tão fácil fazer as pessoas mudarem seus conceitos, Pedro nos mostra um pouco desse preconceito. “E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo” Atos 10:28. O que Paulo estava dizendo era exatamente isso, não precisa ser Judeu para ser salvo, agora com o sacrifício de Cristo, todos sem exceção, podemos alcançar a salvação, pela fé no filho de Deus.

Paulo vai além, chama os gentios de descendentes de Abraão: “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” Gálatas 3:7; “De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão” Gálatas 3:9; “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa” Gálatas 3:29. Aqui fica claro a preocupação de Paulo, mas veremos a seguir outros aspectos desse conflito.

A circuncisão era uma exigência da Lei Cerimonial, necessária antes de Cristo. Mas após a morte do Senhor, cumprir esse ritual era buscar justificação pelas obras; por isso Paulo rebateu essa posição, pois o necessário agora era demonstrar e exercer fé no sacrifício de Jesus, e nada mais. Querer, portanto, praticar esse ritual depois que foi cancelado, era tentar justificar a si próprio, o que contraditava o Evangelho de Jesus.

Por isso Paulo enfatizava: “Por obras da lei ninguém será justificado. ” Corretíssimo! A Lei Cerimonial não se compunha somente do dogma da circuncisão, mas de uma infinidade de cerimônias; porém, o problema na ordem do dia é ela. O foco principal discorrido entre Paulo e os demais, é a circuncisão comentada na epístola.

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada”. Gálatas 2:16

Antes do advento do Messias, Deus dera aos judeus, em especial, um ritual maravilhoso. Um conjunto de cerimônias, acompanhado de variadas ordenanças. Sua obrigação era exigível, pois todo o cerimonial apontava para Jesus. Era, portanto, necessário até que Ele viesse. Vindo, porém o Filho de Deus, todo aquele cerimonial, embora belo e requerido, tornara-se inútil, pois era sombra de Jesus, “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” Hebreus 10:1. Paulo por sua vez, compreendeu assim, aceitou o fato e colocou-o em prática. Por isso, indignou-se, ao ver, agora, novamente os discípulos voltarem a circuncidar-se.

Mais irritado ficou ao notar os próprios apóstolos presenciarem essa disposição de suas ovelhas e nada fazerem. Permaneciam inertes. Daí causar, em Paulo, repulsa tal que levou a repreender não somente os discípulos, mas também a Pedro. Paulo não concordava de modo algum, com a atitude daqueles homens que tiveram repetidas vezes o esclarecimento do plano de salvação. Um plano tão detalhado, com o seu cumprimento na morte vicária de Jesus, voltar agora aos rituais abolidos.

E se essa prática pudesse justificar o oferente, então Jesus teria morrido em vão, asseverava Paulo.

Ressaltando que a “lei” focada é sem dúvida nenhuma a Lei Cerimonial, pois tudo está exatamente dentro do mesmo fim explicativo de Paulo, da sequência do pensamento discorrido por ele no capítulo dois de Gálatas. Por isso não há por que isolá-lo. Isolando-o, perderá seu sentido real. Destruirá o pensamento proposto e ardorosamente defendido por Paulo.

“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as cousas escritas no livro da lei, para praticá-las.Gálatas 3:10

Se tivéssemos aberto a Bíblia agora, tomando este versículo separado, lendo-o, e em seguida fechando-a, certamente iríamos interpreta-la de maneira errônea. Mas infelizmente é dessa forma que a mensagem do apóstolo Paulo é estudada por muitos. Servindo-se deste versículo, muitos pregam inverdades e escrevem grosseiras falsidades, enganando muita gente sincera.
Veja alguns pontos importantes da carta de Paulo e descubra com a ajuda do Espírito Santo toda a verdade sobre esse livro tão importante e maravilhoso da Bíblia Sagrada.

1.º - Quem pratica ou permanece em “todas as coisas escritas no livro da lei” está sob maldição. Logicamente não poderá ser a Lei Moral ou os Dez Mandamentos, que a Bíblia nos mostra sem deixar qualquer dúvida, e deixando bem claro que os Dez Mandamentos são eternos e não mudam. E estes mesmos Dez Mandamentos entregue a Moisés no monte Sinai foram divididos sabiamente em duas partes pelo Seu Criador, escritas em pedras. E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” Êxodo 31:18.

Os quatro primeiros dizem respeito à nossa obrigação para com Deus, e os seis restantes, para com o nosso próximo. Assim que, amar a Deus de todo coração, de toda a alma e entendimento, é cumprir os primeiros quatro Mandamentos da primeira tábua de pedra. E amar nossos semelhantes como a nós mesmos é cumprir os seis Mandamentos restantes na segunda tábua de pedra. Portanto se isso é maldição, pedimos-lhe para afirmar: é irracional, incabível, insuportável e inverossímil.

2.º - Essa lei que Paulo menciona foi escrita em um livro. Portanto, só isso bastaria para os sinceros crentes compreenderem que essa lei focada pelo apóstolo é a Lei Cerimonial, haja vista que os Dez Mandamentos foram escritos pelo próprio Deus e em pedras (Êxodo 31:18). Ora, pedra é granito, livro é pergaminho, pele de animal e casca de madeira. Por isso mesmo é bastante diferente. Ademais, quem escreveu essa lei insistentemente abordada em Gálatas, não foi Deus, e sim Moisés, é o que descobrimos na leitura de Deuteronômio 31:24, que diz: “Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro…”E aconteceu que, acabando Moisés de escrever num livro, todas as palavras desta lei, Deu ordem aos levitas, que levavam a arca da aliança do SENHOR, dizendo: Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do SENHOR vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti”. Deuteronômio 31:24-25

“Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” Gálatas 4:5.  A Lei Cerimonial apontava para Cristo como afirma Paulo, e Cristo veio exatamente para tomar o lugar da oferta que era morta no ritual da manhã e da tarde, pelo pecado. “Isto, pois, é o que oferecereis sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro cordeiro oferecerás à tarde. Com um cordeiro a décima parte de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido, e para libação a quarta parte de um him de vinho, E o outro cordeiro oferecerás à tarde, e com ele farás como com a oferta da manhã, e conforme à sua libação, por cheiro suave; oferta queimada é ao Senhor” Êxodo 29:38-41.

Os profetas Isaías e Malaquias falaram claramente que todos os sacrifícios só seriam aceitos por Deus, se fossem feitos em justiça, de outra forma tudo seria em vão. “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não   posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer” Isaías 1:13-14; “Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos. Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei” Malaquias 2:8 e 9.

Ele acabou com todos os símbolos que apontavam para sua obra redentora. Por isso recebemos a “adoção de filhos”. Fomos precipitados pelo pecado, perdemos a condição de filhos; entretanto agora, arrancados das garras de Satanás, fomos “adotados” por Cristo, pelo Seu sangue e sacrifício na cruz do Calvário. Paulo procurava insistentemente mostrar aos gálatas que, com a vinda do Messias Jesus, o homem não podia ser salvo sob o judaísmo, escorado na Lei Cerimonial. “Mas agora, conhecemos a Deus, ou antes, sendo conhecidos de Deus, como estais voltando outra vez, a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses e tempos, e anos” Gálatas 4:9 e 10.

Após um longo estudo sobre as diferenças entre a Lei Moral e Cerimonial, temos certeza absoluta onde encaixar e enquadrar “esses rudimentos fracos e pobres”. Entretanto deixaremos bem gravado que a “lei” enfocada novamente por Paulo, é aquela que a Bíblia nos diz ser: Lei Cerimonial, por que:

1.º - Na sequência do pensamento de Paulo está mostrado a inutilidade daquelas cerimônias introduzidas pelos judaizantes em sua ausência. Diz que é maldito (Gálatas 3:10) todo aquele que praticar aquelas obras, depois que se tornaram obsoletas. Por outro lado, na Lei Moral, não existem cerimônias. Pelo contrário ela enobrece o homem, moralizando-o, daí não conter maldição.

2.º - Menciona Paulo que a Lei Cerimonial foi escrita em um livro (Gálatas 3:10) “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”. Ao passo que a Lei Moral foi escrita em blocos de pedra (Êxodo 31:18).Então escreveu nas tábuas, conforme à primeira escritura, os dez mandamentos, que o SENHOR vos falara no dia da assembleia, no monte, do meio do fogo; e o SENHOR mas deu a mim; E virei-me, e desci do monte, e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão, como o SENHOR me ordenou”. Deuteronômio 10:4-5  

3.º - Diz Paulo que a Lei Cerimonial tinha um propósito: mostrar a obra redentora de Cristo. E isso não pode ser requerido da Lei Moral. Nos Dez Mandamentos não há ordem para circuncidar, nem matar animais, ou outro ritual qualquer, os quais simbolizavam e apontavam a obra de expiação de Jesus.
4.º - Ninguém será maldito por guardar a Lei Moral; pelo contrário, ela ajuda o homem a tornar-se elevado, nobre e a ter bons princípios. A Lei do Senhor (Dez Mandamentos) é perfeita “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices” Salmo 19:7.

5.º - A Lei Moral não tem “rudimentos”, e sim “Mandamentos” Em Romanos 7:12, “Por conseguinte, a Lei é santa; e o Mandamento santo, e justo, e bom”. (Salmo 119:34 a 36). Fica, por conseguinte, claríssimo que a “lei” de “rudimentos fracos e pobres” jamais pode ser a Lei Moral, que é enaltecida por Paulo, e que mesmo a fé não pode anular (Romanos 3:31).

A Bíblia diz que os Dez Mandamentos e o testemunho de Jesus são requisitos, características, para distinguir os filhos de Deus, nos momentos finais deste mundo. “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. Apocalipse 12:17.Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Apocalipse 14:12.

6.º - Portanto a Lei Cerimonial é que se enquadra no texto, pois ela, sim tem “rudimentos”, e estes são comprovadamente, “fracos e pobres”, foram e são impotentes para justificar. Cumpriram sua missão e pronto. Acabou. E note o paradoxo, foram anulados pela fé em Cristo. 

7.º - A Lei Moral não exige a guarda de “dias” e sim de “um” dia, ordenado por Deus – o Sábado – memorial eterno do Seu poder Criador.

8.º - Na lei Cerimonial havia sim “dias”, “meses” e “anos”. Eram sete festas anuais, consideradas feriados altamente solenes, são elas:

1.ª - Páscoa. (Números 28:16-18)
2.ª - Festa dos Pães Asmos. (Números 28:25)
3.ª - Festa das Primícias (Pentecostes). (Números 28:26)
4.ª - Memória da Jubilação (Festa das Trombetas). (Números 29:1)
5.ª - Dia da Expiação. (Números 29:7)
6.ª - 1.º Dia da Festa dos Tabernáculos. (Números 29:12)
7.ª - Último Dia da Festa dos Tabernáculos. (Números 29:35)

Estas festas se davam no decorrer do ano judaico. Eram datas fixas em dias móveis. Por exemplo, data fixa quer dizer: um dia de determinado mês. Dia móvel indica que esse dia podia cair em uma segunda, quarta, quinta, sábado, etc. (Assim como o nosso sete de setembro, que é feriado nacional, não cai continuamente no mesmo dia da semana, porém é uma data fixa).
Eram “dias” guardados com tanta solenidade pelos judeus que se assemelhavam ao sábado do sétimo dia da semana, porque, naqueles “dias” em que caíam tais festas, esses dias eram sagrados, considerado sábado, e toda a nação e pessoas que estavam em suas cidades paravam os afazeres cotidianos e seculares, findavam semelhante ao que faziam durante o Sábado do Senhor. Aliás, esses “dias” eram também chamados de sábados (Isaías 1:13 e 14; Oseías 2:11). A páscoa ocorrida na semana em que Cristo foi crucificado coincidiu cair no dia de Sábado do sétimo dia da semana; por isso foi “grande aquele Sábado” (João 19:31). Era o sábado cerimonial, dentro do Sábado Moral dos Dez Mandamentos.

Assim que, os gálatas guardavam “dias” (eram esses feriados), “meses” (porque eram meses fixos), e “anos” (durante todos os anos, até a morte de Jesus. Hebreus 10:1). Exatamente como enfatizou Paulo aos gálatas, que retornavam ao judaísmo, empurrados pelos professores judaizantes.

Portanto nada mais claro e lógico que a “lei” insistentemente abordada por Paulo aos gálatas não é outra senão a Lei Cerimonial. É o que diz a Bíblia. Resta de sua parte a decisão para aceitar.

Gálatas 5:1 a 4 - “Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do julgo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós, os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído”.

Efésios 2:15-16 - “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades”.

Observe que Paulo novamente enfatiza o tema central especulativo da epístola: a circuncisão. Os gálatas buscavam com “ousadia e muita severidade” a justificação pelas suas próprias obras, e o apóstolo sabia que nada disso tinha valor; mesmo que eles observassem todos os ritos mosaicos com a maior sinceridade, de nada adiantaria. O homem só será justificado e salvo pela fé em Cristo, nada mais.

Paulo então determina, como que cansado de falar, arguir e repreender: “Se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará” Gálatas 5:2. E isso é fácil de compreender agora, pelo estudo que fazemos de toda a epístola.

O ponto central era a circuncisão, vejamos: o livro de Gálatas tem seis capítulos, com 149 versículos; Paulo fala da circuncisão 16 vezes, uma média de uma vez a cada nove versículos, este fato não se pode ignorar. O que o apóstolo estava argumentando, era o fato dos gentios aceitarem a circuncisão como forma de se tornarem verdadeiros adoradores de Deus. “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas a fé que opera pelo amor”. Gálatas 5:6

Cristo Jesus morreu. Sua morte cancelou a Lei Cerimonial. Agora era necessário apenas exercer fé no ressurreto Filho de Deus, para que o homem fosse justificado. Isso é graça. Se os gálatas continuassem a buscar a justificação pelo cumprimento e prática das obras da Lei Cerimonial, a graça não teria nenhum valor para eles. Por certo, “da graça cairiam”. Que clareza meridiana! Que declaração límpida! Perceptível! Só uma mente cauterizada, indecisa, deixará de alcançar o que Paulo passou toda a epístola combatendo, lutando para colocar na mente dos gálatas que o ritual da circuncisão, sendo parte integrante e saliente dos dogmas cerimoniais, perdera o seu valor e significado com o advento do Messias. Aliás, para eles isso não era uma doutrina nova, fora o evangelho que Paulo lhes pregou anteriormente. Eles haviam aceitado desta forma e até posto em prática, pois o que se depreende do versículo seguinte é isso, note bem o versículo: “Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? ” Gálatas 5:7.

Quem vos impediu?  Observe a enfática indagação de Paulo.

Quem? … Os professores judaizantes. Eles adoçaram sua mensagem de tal maneira, que não demorou muito e os gálatas estavam todos elevados e apegados à circuncisão. Os tais professores, naturalmente, devem ter-se servido de argumentos contundentes, porque, deixar os ensinamentos de Paulo anteriormente recebidos, para aceitar aquelas ordenanças agora obsoletas, apagadas, sem vida, é demais.

“Confio de vós, no Senhor, que não alimentareis nenhum outro sentimento; mas aquele que vos perturba, seja ele quem for, sofrerá a condenação. Tomara até se mutilassem os que vos incitam à rebeldia” Gálatas 5:10 e 12.

Paulo pregava o evangelho da liberdade. Cristo concedera a liberdade pelo Evangelho. Fé, somente fé em Seu sacrifício. Fé e testemunho em favor de Cristo, eis tudo que era necessário. Entretanto, queria novamente os gálatas meter-se debaixo da servidão do ritual mosaico; reviver os momentos solenes do sistema sacrifical e da infinidade de cerimônias, agora inúteis e sem nenhuma expressão, pois Jesus Cristo, o Justo, tornara-Se a oferta viva pelo pecado, o Cordeiro Pascal, e, assim, abolira a Lei Cerimonial, conforme a mesma segura e abalizada palavra do apóstolo Paulo em Colossenses 2:14: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, cravando-a na cruz.”

João 1:29“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

Foi realmente o que aconteceu. Quando exausto o Salvador expirava na cruz, lá no Templo de Jerusalém o sacerdote se preparava para oficiar o ritual da tarde, alheio ao magistral acontecimento daquele fatídico dia.

O cordeirinho estava amarrado sobre o altar, semelhante ao que era feito por milênios. Naquela tarde, como de costume, o animalzinho seria sacrificado. Ao bradar Jesus: “está consumado”. Toda a natureza se mostrou repulsa pelo triste quadro, retirando sua luz natural, e os elementos, entrando em comoção, suspiravam pela vida de Seu Criador, enquanto que miraculosamente, o cordeiro se desprende do altar e foge, deixando apavorado o sacerdote ministrante, e, para seu completo desentendimento daquela situação, nota que o véu do templo, que separava o lugar santo do santíssimo, rasga-se de alto abaixo por mãos potentes e invisíveis (Mateus 27:51).

Era o cumprimento “in loco” de todas as profecias messiânicas do Antigo Testamento. Em especial a de Daniel 9:27, que agora cumpre-se fidedignamente: “Ele fará firme Aliança com muitos, por uma semana; na metade fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares…” Daniel 9:27.

Terminara, portanto o ritual que por milênios impressionara os judeus. Pendia altaneiro do Gólgota o Messias Jesus, e agora, a cruz tornara-se o emblema de fé, símbolo de salvação. Findara a era da justificação pelas obras da Lei Cerimonial, e raiava a era da justificação pela fé em Cristo. E isso os gálatas rejeitavam, absorvidos pelo vento de doutrinas dos “professores judaizantes”.

Gálatas 6:13 - “Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a lei, mas querem que vos circuncideis para se gloriarem na vossa carne”.   

Neste versículo Paulo deixa claro que todo o tema e preocupação da epístola de Gálatas, são motivados pela circuncisão. Isso aceitará os sinceros de coração que são os “cidadãos do Céu”; porque afirma o apóstolo, aqueles heréticos insinuadores “professores judaizantes” que despertaram novamente a circuncisão na igreja dos gálatas, eles mesmos não guardavam a Lei Cerimonial, por que esta não se compunha apenas do rito da circuncisão, mas de uma infinidade de ritos cerimoniais.

Viaje em pensamento até a Igreja de Corinto, sente-se no primeiro banco, poste-se diante do Rei do Céu, pois convidamos o campeão da cruz, para pregar um grandioso sermão para você. Ei-lo:

I Coríntios 7:19 - “A circuncisão, em si, não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é a observância dos mandamentos de Deus”. Aqui Paulo define claramente as duas leis do conflito dos gálatas. Nega com veemência a lei da circuncisão (Cerimonial) e realça os mandamentos de Deus (Lei Moral). Assim com a descoberta da lei que Paulo menciona insistente e exaustivamente, na Epístola aos Gálatas, cuja preocupação geral foi à circuncisão, leva-nos sem dúvida até a Lei Cerimonial.
A Lei de Deus revela a condição do homem, é como um espelho que nos mostra como estamos, cabe a essa Lei mostrar o nosso pecado, e a Cristo, quando assim permitimos através da verdadeira fé e obediência, remove-los, nos ajudando assim a alcançar a graça de Sua salvação.

Esta gloriosa “lei” que revela a condição do homem, que lhe mostra o pecado, que é, sobretudo, o fundamento do Seu governo, de Seu caráter, será norma de justiça no grande julgamento do Senhor, o dia do juízo. (Eclesiastes 12:13 e 14; II Coríntios 5:10)

Afinal de contas quem havia colocado na cabeça dos conversos de Paulo que precisavam fazer a circuncisão: “Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés” Atos 15:5, aqui encontramos os responsáveis por toda a controvérsia promovida em torno da circuncisão.

Para entendermos melhor esse assunto vamos nos aprofundar um pouco sobre os dois concertos, e o que Paulo realmente pensava sobre a lei de Deus. Ele disse a lei é santa, não devemos anular a lei pela fé, argumentos que por si só seria suficiente para entender a mensagem de Paulo para os Gálatas, Romanos e Corintos. A decisão deve ser feita. Lembre-se: você será um vencedor, se for humilde, em aceitar o que diz a Bíblia.

“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei”. Romanos 3:31, “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”. Romanos 7:12


Comparativo entre as Leis

Os Dois Concertos (2º Coríntios 3)


• O Velho Concerto foi com sangue de animais: Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado” Hebreus 9:19 e 20. O Novo Concerto foi com o sangue de Jesus.   

• A base fundamental destes dois Concertos foi uma só: Os Dez Mandamentos, chamados de Lei Moral. A função da Lei é revelar o pecado:

“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás”. Romanos 7:7. O objetivo da Lei é levar o homem a Cristo. “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” Romanos 2:13.

Jesus no Templo

II Coríntios 3:3 - “Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração”.

Tábuas de “pedra e de carne”: Isto é uma metáfora, para comparar os dois Concertos. Leia o que diz o profeta, nas palavras seguintes:

Jeremias 31:31 a 33 - “Eis que vem dias, diz o Senhor, em que fareis um Concerto Novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o Concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para tirar da terra do Egito; porquanto eles invalidaram o Meu Concerto, apesar de Eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o Concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: “Porei a Minha Lei no seu interior, e a escreverei no seu coração: e Eu serei o seu Deus e eles serão Meu povo”.

Deus está falando de um Novo Concerto e Se refere à mesma Lei que escreveu com o Seu dedo no Sinai. Portanto, nada há de indicativo do cancelamento da Lei Moral. Observe:

Ezequiel 11:19 e 20 - “E lhes darei um mesmo coração e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei de sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne. Para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; e eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus”.

Hebreus 8:10 - “Porque este é o concerto que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as Minhas Leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e Eu serei por Deus, e eles Me serão por povo”.

No Novo Concerto, a Lei de Deus seria impressa não em pedra, mas em carne (no coração). Isso prova que jamais seria abolida. Sem sombra de dúvida, sob o evangelho, só pode participar do Novo Concerto que tenha conhecimento da Lei de Deus, pois ela será colocada no coração do crente.

O que é Concerto?

Diz o dicionário ser: Combinação, acordo. Concerto não é uma Lei, mas um pacto normativo entre duas pessoas. Neste caso, com o povo de Deus, os cristãos. E a norma ou base é a Lei Moral.

Se Deus acabar com o objeto (norma/base) do Seu acordo, como saberá se a outra parte (nós) está cumprindo o acordo?

Qual legislador executará a sentença se não possuir uma lei reguladora?

Vejamos quando como Deus vai julgar o mundo. E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”. João 12:47-48,

Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. Atos 17:31. O fará através desta Lei “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade”. Tiago 2:12. Como faria Deus o juízo, estando a lei cancelada?

Por conseguinte, o problema de II Coríntios 3 não é o cancelamento da Lei de Deus, porque o próprio Paulo diz que a fé não anula a Lei (Romanos 3:31). Em nenhuma hipótese ou circunstância a Lei Moral pode ser abolida, porque ela é base, o fundamento do governo de Deus no presente e o será no futuro, para todos os Seus súditos fiéis e leais.

“Ministério da Morte” - (II Coríntios 3:7)
“E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória”. 2 Coríntios 3:7

“Ministério da Condenação” - (II Coríntios 3:9)
“Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça” 2 Coríntios 3:9.

“Sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados” Hebreus 9:22. Se alguém transgredisse a Lei Moral deveria morrer. Todavia, o pecador poderia conseguir um substituto para assumir o seu lugar.

O Velho Concerto foi estabelecido nesta base: “A alma que pecar, esta morrerá” Ezequiel 18:20. A Lei realiza sua função (ministério da condenação). Ao revelar o pecado, exige a morte do pecador (ministério da morte).

Quando pecava (transgredindo a Lei de Deus), o que, então, fazia o pecador? Adquiria um cordeiro sem defeitos físicos e o levava ao sacerdote para ser morto pelo seu pecado. Hoje a base (Lei Moral único instrumento que revela o pecado) continua a mesma, apenas, o sacrifício é melhor. O Cordeiro é Jesus, o “Cordeiro que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Por esta razão era necessário que Jesus morresse, na cruz do calvário, sendo dessa forma o último cordeiro sacrificado, para a remissão dos pecados.  

“Letra que Mata” – (II Coríntios 3:6)

“O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica”. 2 Coríntios 3:6

A função (ministério) da Lei era definida. Sua “letra que mata”, resultava evidentemente em morte para os transgressores. Hoje, porém, a função (ministério) da Lei continua, mas “baseada na justiça de Cristo através da ação do Espírito Santo no coração do pecador, resulta em vida”.

Assim, “o primeiro ministério foi letra mortal, por descumprimento por parte do povo. O último, ‘Espírito que vivifica’, por ser Cristo que habilita o homem a obedecer”. Em ambos os Concertos, nada sugere a abolição da Lei de Deus.
“Foi Abolido”

Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido” II Coríntios 3:14. Quanto ao que foi “abolido”, é claro, foi o Velho Concerto e não a Lei de Deus. O Novo Concerto permanece, e a Lei Moral como sua eterna base, continua em vigor. Enquanto houver o pecado, a Lei terá que existir. Ela é o mais perfeito instrumento que Deus possui para revelar o pecado. Mas, indagará alguém: Estaria Deus circunscrito a uma Lei para definir o pecado?   

O que é Pecado?

Você pode dizer: beber, fumar, falar palavrão é pecado. Sim! Mas Deus em Sua suprema sabedoria colocou todo o pecado, sob qualquer espécie, nome ou títulos, em Dez Mandamentos. Por isso a melhor definição para o pecado é bíblica: “Pecado é transgressão da Lei de Deus” I João 3:4. Desta forma, a Lei só perderá seu valor quando o pecado acabar.

“Em Glória” – (II Coríntios 3:10)

O Sinai foi envolvido em glória quando Deus proclamou a Lei. Porém, maior glória viu a Terra quando Cristo desceu do Céu para “salvar o povo dos seus pecados” Mateus 1:21. A glória de Jesus no Sinai produziu reflexos no rosto de Moisés, que precisou cobri-lo com um véu. Mas, a glória de Jesus em pessoa na Terra, visível e palpável entre os homens, empalideceu a glória do Sinai.

Cristo exaltou a Sua Lei:O Senhor se agradava dele por amor da sua justiça; engrandeceu-o pela lei, e o fez glorioso”. Isaías 42:21, libertando-a da grande quantidade de tradições (39 classes de regulamentos impostas pelos rabis), que levavam as pessoas a considerá-la fardo pesado. Ele esclareceu-a, explicou-a, honrou-a e obedeceu-a. Jesus tornou-a muito mais gloriosa. E quando pediu que orássemos para não transgredir o Sábado, “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado”; Mateus 24:20, Jesus demonstrou, de fato, ser uma Lei por demais gloriosa. O texto de II Coríntios 3, menciona duas palavras que muitos cristãos sinceros aplicam à Lei de Deus, equivocadamente. Ei-las:

Abolido - Está claro que é o Velho Concerto.

Transitório - Esta palavra não pode referir-se à Lei Moral. Por que:

1. Paulo em nenhum lugar da Bíblia falou contra ela.

2. Paulo, dezenas de vezes realça a santidade, legitimidade, utilidade e necessidade dela.

3. O Senhor Jesus mencionou cinco dos Dez Mandamentos dessa Lei, para o jovem rico, dizendo-lhe da necessidade de observá-la, para entrar na vida eterna. “E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem-farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Mateus 19:16 a 19.

4. Na Nova Terra veja o que o profeta fala sobre o sábado: “Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor”. Isaías 66:22 e 23, o Sábado será eternamente o Dia do Senhor.

5. Deus não se contradiz. “Sei que tudo que Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar [...] (Eclesiastes 3:14).

6. A grande maioria dos cristãos não admite o cancelamento de Nove Mandamentos desta Lei, mas apenas um o (4.º Mandamento), aquele que fala do sábado, arguindo que este mandamento foi anulado por Cristo na sua morte. Então pergunto: Porque o quarto mandamento começa com a palavra “Lembra-te”?

7. Deus não daria uma lei nas circunstâncias que fez, para depois dizer que foi cancelada ou que só valeria para um povo, uma época ou ocasião.

8. Na Lei, especificamente no quarto mandamento, está o selo de Deus, isto é: Seu nome: “Senhor teu Deus”. Seu cargo ou posição: “Fez os Céus e a Terra”. Território sobre que domina: “Os Céus e a Terra”. Abolindo a Lei de Deus, a idolatria se generalizaria na proliferação de deuses.

O texto de II Coríntios 3, “Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus” 2 Coríntios 3:3-5, aqui apresenta apenas a função da Lei. Paulo jamais poderia concluir pela ab-rogação dela neste texto isolado, senão contraditaria dezenas de outros textos seus, que exaltam a Lei de Deus. Portanto, transitório e fadado a extinção foi o Velho Concerto que abrigava o Sistema Sacrifical.


Perceba este detalhe:

II Coríntios 3:13“E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório”. Por que o véu era posto sobre o rosto de Moisés e não sobre as tábuas de pedra. Êxodo 34:33 “Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o seu rosto”.

A Lei de Deus é fato consumado em toda a Bíblia, e confirmado por todos os escritores bíblicos, inclusive o próprio Paulo. Portanto, isto não é forte argumento para se concluir que o que era transitório foi o reflexo de glória que ficou na face de Moisés?

II Coríntios 3:14 e 15 - “… Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Concerto (nunca o Velho Testamento), o qual por Cristo abolido; e até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”.

“Deles” quem? – Paulo está se referindo aos “judaizantes”.
Paulo escreveu esta epístola em 52-54 d.C., nesta ocasião os judeus teimavam em praticar o ritual (lei Cerimonial) que por Jesus foi abolido ao morrer no Calvário. Somente no ano 70 com a destruição do Templo pelos romanos é que cessou “definitivamente” o que fora transitório.

Este texto de II Coríntios 3, jamais financia a abolição de 39 livros da Bíblia, como afirma em seu livro, o pastor pentecostal Antenor Santos de Oliveira. No livro do pastor?  Paulo realmente se refere à Lei Moral escrita em tábuas de pedra, porque ela era, e é o único instrumento que Deus tem para revelar o pecado. Paulo diz claramente que o que foi abolido é o Velho Concerto e não o Velho Testamento. A palavra de Deus é eterna, e devemos segui-la, tanto o Novo Testamento como o Velho Testamento, antes ou depois de Cristo, continua valendo.

Semelhanças entre os dois concertos:

Ø  Ambos são chamados concertos.
Ø  Ambos foram ratificados com sangue.
Ø  Ambos foram feitos com base na Lei de Deus.
Ø  Ambos foram feitos com o povo de Deus.
Ø  Ambos foram estabelecidos sobre promessas.

“…brilhante glória que irradiava da face de Moisés, e não sabia porque era que os filhos de Israel fugiam dele quando se lhes aproximava. Chamou-os para junto de si, mas não ousavam olhar para aquela face glorificada. Quando Moisés percebeu que o povo não lhes podia mirar o rosto, por causa de sua glória, cobriu-o com o véu” Êxodo 34:29-35.

A glória do rosto de Moisés era muito penosa para os filhos de Israel, por motivo de sua transgressão da santa Lei de Deus. Isto é uma ilustração dos sentimentos dos que violam a lei divina. Desejam remover dela sua luz penetrante, que é um terror para o que a transgride, ao passo que para os leais ela se afigura santa, justa e boa.

Os verdadeiros obedientes não cairão

Mas quando o mundo anular a Lei de Deus, qual será o efeito sobre os que são verdadeiramente obedientes e justos? Serão levados pela forte corrente do mal? Porque tantos se enfileiram sob a bandeira do príncipe das trevas, hão de os que guardam os Mandamentos de Deus apartar-se de sua fidelidade? Nunca! Nenhum dos que permanecem em Cristo falhará ou cairá. Seus seguidores curvar-se-ão em obediência a uma autoridade superior à de qualquer potentado terrestre. Ao passo que o desprezo lançado sobre os Mandamentos de Deus leva muitos a suprimir a verdade e mostrar por ela menos reverência, os fiéis hão de com maior zelo manter erguidas suas verdades distintivas. Não somos deixados a nossa própria direção.

Jesus fala sobre a Lei.

Mateus 5:17-19“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim mudar, mas cumprir.  Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”.

Por que Paulo foi tão rigoroso com os Gálatas?

Paulo não foi contra a observância da Lei, pois ele mesmo guardava toda ela (Atos 25:8; Romanos 3:31; 7:22). Ao escrever aos Gálatas o apóstolo estava é condenando um sistema de religião que coloca a lei no lugar de Jesus. Como ele bem disse: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo” 1 Timóteo 1:8.

Paulo foi firme com os Gálatas porque eles estavam negando a salvação pela fé em Jesus. Quando lemos o capítulo 3:1-4 da carta, percebemos que os irmãos daquela igreja estavam fazendo da Lei (os cinco livros de Moisés, com todas as instruções ao povo de Deus) o meio de Salvação no lugar de Cristo.

“Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, o faz pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” Gálatas 3:1-6.

Para afastar de vez essa ideia perigosa da igreja, Paulo mostra-lhes que o perdão (justificação) é apenas pela fé, graças ao sacrifício substitutivo realizado por Cristo na cruz. Se agora pudessem fazer algo para a sua própria salvação, do que valeria o sacrifício de Cristo? Tudo que foi feito para salvar a humanidade teria sido inútil.  

A lei, na teologia bíblica (e de Paulo) não pode ser o meio de salvação de pecadores, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” Efésios 2:8, 9. Ela é sim o resultado de um coração transformado pela graça, “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” Efésios 2:10. Afinal, quando nos tornamos novas criaturas:Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”2 Coríntios 5:17. A Lei de Deus é escrita em nosso coração pelo Espírito Santo, “Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo”; Hebreus 8:10, para que vivamos em santo procedimento aguardando a volta gloriosa de Jesus a esse mundo. “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”. 2 Pedro 3:10-13.

Por isso, a função da Lei não é salvar, mas, nos levar ao Salvador (por nos mostrar nossa condição pecaminosa, “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” Romanos 3:20. E ser o resultado da transformação que o Espírito Santo produz no crente durante o processo de santificação (2 Tessalonicenses 2:13; 1 Pedro 1:2) é diária. Também não deixa de ser uma evidência externa de nosso amor por Cristo: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. João 14:15.

"Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las."  Gálatas 3:10

“Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao SENHOR, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém” Deuteronômio 27:15.  

“Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que remover os limites do seu próximo. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que fizer que o cego erre de caminho. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto descobriu a nudez de seu pai. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que se deitar com algum animal. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que se deitar com sua sogra. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que aceitar suborno para ferir uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém”. Deuteronômio 27:15-26

Como descobrir as verdades Bíblicas?

A Bíblia nos apresenta algumas verdades, você conhece estas verdades? E mais você prática estas verdades? A escritura nos diz: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8:32. A pergunta que deve ser feita neste momento é libertar de que? Porventura estou eu preso? E se conhecer a verdade realmente será liberto? Um dia eu estava em minha casa, quando um carro de som passou anunciando um culto, curas, libertações, milagres e muitos prodígios estavam sendo propagado, já estou acostumado a ouvir esse tipo de propaganda religiosa. Mas um fato me chamou a atenção, o locutor estava dizendo que o pregador que iria realizar todos os feitos, tinha o raio X de Deus. Pode um ser humano ter o raio X de Deus? Me lembrei do terceiro mandamento que diz: “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão“ Êxodo 20:7.

Podemos dizer que todos que conhecem a verdade serão libertos? Deveria ser assim, mas encontramos um grupo que conhecia toda a verdade e não se salvou, ele é formado por satanás e seus anjos. Eles conheciam Deus, Jesus, Espírito Santo, a palavra do Senhor e seus Estatutos, mesmo assim se transformaram no diabo. Agora fica uma indagação, se a bíblia diz que conhecendo a verdade eu sou liberto, como isso pode acontecer agora. “Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, não me credes” João 8:43-45

A resposta é bem simples, precisamos nos firmar na verdade. Para ser mais preciso, é necessário praticar a verdade em nossas vidas. No campo das teorias essas informações são bem valiosas, mas na vida religiosa não, pois, tal conhecimento advém responsabilidade que busca em Cristo Jesus ter uma conduta cristã, baseada nos mandamentos de Deus. “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”. João 8:44

Mas Deus não nos deixou só, Cristo foi para o ceu e providenciou um substituto na terra para toda a raça humana. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós”. João 14:16-18

Características dos filhos de Deus: Todos tem o Espírito Santo, porque se não for dessa maneira não poderia se cumprir aquilo que foi descrito para o povo do Senhor. “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. João 16:13

A Bíblia nos mostra que a Igreja do Deus Vivo seria a “coluna” e o “baluarte” (ou suporte) da verdade para o mundo. “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade“ 1 Timóteo 3:15.

O povo de Deus ainda terá uma missão no final dos tempos, a de restaurar a verdade, como diz o profeta   Isaías:  “E   o   SENHOR   te   guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam. E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar. Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu Pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse”. Isaías 58:11-14

Se descobrirmos o que a Bíblia chama de “verdade”, então saberemos qual seria o tema de pregação dessa Igreja Verdadeira. Sendo a “coluna” da verdade, a Igreja seria a própria representante da verdade de Deus nesta Terra, ou seja, esta Igreja precisa pregar TODA a verdade, sem deixar nenhum ponto, pois, caso contrário, não poderia ser a “coluna” ou o “pilar” da verdade. “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. João 16:13

Vamos agora detalhar na Bíblia um pouco sobre o que é a verdade e o que é mentira, segunda as escrituras sagradas: “A palavra de DEUS responde esta pergunta e muitas outras. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. 1 Timóteo 2:3-4.

Como conhecer a Verdade!

O livro do apocalipse nos apresenta um retrato de acontecimentos do fim dos tempos, revelando informações importantes sobre a forma de adoração correta e mais apresentando Cristo como nosso único salvador. Se você quiser conhecer a verdade, precisa querer de verdade esse conhecimento. “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” Apocalipse 1:3.

1ª Condição LÊ - Ler a Bíblia, mas toda a Bíblia, não se basear apenas pelo Velho Testamento ou seguir apenas o Novo Testamento, pois ela é a palavra de DEUS para nós.

2ª Condição OUVE – Ouvir com o coração aberto para Deus, ouvir vai além de escutar, representa colocar em prática seus ensinamentos como uma verdade em nossas vidas.

3ª Condição GUARDAR – A última parte dessa profecia fala sobre obedecer guardando os mandamentos de Deus. 

Guardar os mandamentos de Deus nos coloca no seu amor, pois o amor representa obediência, compromisso, fidelidade, confiança. Você ama Jesus? “Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes”. 1 João 2:4-7

Se você ama realmente a Deus guardaria sua vontade, que foi expressa nos dez mandamentos “Se me amais, guardai os meus mandamentos” João 14:15. Sabendo disso o que devemos fazer, conhecer a verdade é um bom começo, pois afinal, os dez mandamentos ainda estão valendo, e se estão porque as maiorias das igrejas guardam o domingo?

A Bíblia é bem clara em relação a isto, para dizer que ama Jesus é preciso provar. “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” João 14:21.

E porque tem pessoas que não escutam? A resposta é preocupante e alarmante, vejamos: “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus” João 8:47.

Jesus disse também onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome ali Ele estaria. O problema é que existem orações que não agradam a Deus, não pelo que é dito, mas por quem é dito. E se torna diante do Senhor em algo abominável. “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” Provérbios 28:9.

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração” Deuteronômio 6:5.

Quais são as verdades da Bíblia?

Vamos apresentar agora um conjunto de verdades da Bíblia. Podemos chama-las de colunas da verdade. São cinco pilares que sustentam a verdade de Deus contida na sua palavra.

Verdade 01 – DEUS. “Mas o SENHOR Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno; ao seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação” Jeremias 10:10.

Verdade 02 – JESUS. “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” João 14:6.

Verdade 03 – ESPÍRITO SANTO. “Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue”. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num”. 1 João 5:6-8.

Verdade 04 – A BÍBLIA. “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” João 17:17

“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele” Eclesiastes 3:14.

Verdade 05 – OS MANDAMENTOS. “Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade” Salmos 119:151. “Todas as tuas palavras são verdadeiras; todas as tuas justas leis são eternas” Salmos 119:160 “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. Jurei, e o cumprirei, hei de guardar as tuas justas leis” Salmos 119:105-106.

O que a Bíblia diz, devemos guardar toda a lei?

“Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois não cometeres adultério, mas matares está feito transgressor da lei”. Tiago 2:8-11.

O que é pecado? “Todo aquele que comete pecado, transgride a lei, pois o pecado é a transgressão da lei” 1ª João 3:4.

Mudaram a verdade em mentira? “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lhe manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entende, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” Romanos 1:17-25. 

Paulo fala claramente que a verdade de Deus seria mudada, e que muitos seguiriam a mentira, deixando de obedecer a Deus.

Quem é justo diante de Deus?

“Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” Romanos 2:13.

“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei” Romanos 3:31. “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” Romanos 7:12. “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” Romanos 10:4. A palavra traduzida para “fim” neste verso é Téloes ou Télos de origem grega, que significa "meta, alvo, objetivo", com isso podemos entender o que Paulo estava falando. “Porque a finalidade da lei é Cristo” Romanos 10:4.

“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” Romanos 13:10.

“A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém. Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé; Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém” Romanos 16:24-27.

Primeira verdade apresentada pela Bíblia: DEUS

O profeta Jeremias apresenta em seu livro no capítulo 10, verso 10, uma afirmação de um Deus da verdade. “Mas o SENHOR Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno; ao seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignaçãoJeremias 10:10.

Outros atributos são mostrados na Bíblia sobre quem é Deus e do seu amor por nós. “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” 1 João 4:8. Esta é uma afirmação preocupante, afinal se eu não amo, não posso ter Deus em minha vida.

A quem devemos adorar? Somente a Deus devemos adorar e dar louvor, faz parte do primeiro mandamento “não terás outros deuses diante de mim” Êxodo 20:3. Encontramos uma advertência em toda a palavra de Deus, no Novo Testamento Lucas destaca: “E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o SENHOR teu Deus, e só a ele servirás” Lucas 4:8. “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele1º João 4:16.

Existem hoje religiões que perdoam os pecados através de pessoas. Nenhum homem pecador, nem anjo, nem santo podem perdoar os nossos pecados. Será que a Bíblia fala sobre este assunto. “Por que diz este assim blasfêmia? Quem pode perdoar pecados, senão Deus” Marcos 2:7.

A primeira grande verdade da Bíblia é DEUS, o que vemos é que satanás quer tirar de Deus alguns de seus atributos e passar a receber esse reconhecimento para si. “O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” 2 Tessalonicenses 2:4.

A segunda verdade JESUS

Uma igreja que não pregue a respeito de Jesus não pode ser a Igreja Verdadeira. E o que é pregar sobre Jesus?

1. Que Ele é o Criador.
2. Que Ele é o Salvador.
3. Que Ele é o Mantenedor.
4. Que em Jesus habita toda a Plenitude da Divindade.
5. Que somente através de Jesus nós teremos perdão dos pecados.
6. Que Ele é a encarnação da Divindade (Deus feito homem).
7. Que Ele é a “Cabeça” da Igreja.
8. Que Ele retornará em glória e majestade para buscar seu povo.

Ele é nosso Mediador – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” 1 Timóteo 2:5.

Ele é nosso Advogado, “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” 1 João 2:1.

Ele é nosso Salvador – “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida pelo evangelho” 2 Timóteo 1:9-10.

Como Jesus é Deus, quando a Bíblia menciona que Ele é a verdade, está englobando também as outras Pessoas da Trindade, pois o Pai é a Verdade e o Espírito Santo é a Verdade. Portanto, se uma igreja não ensina que Jesus é a Verdade, conforme revelada nas Escrituras, então certamente aquela igreja não é “verdadeira”.

Terceira verdade o Espírito Santo

Deus nos fala que os santos vão vencer o mundo. Hoje o pecado destrói a humanidade e nos afasta mais do nosso Deus. A presença do Espírito Santo em nossas vidas é a única maneira de chegarmos ao Pai pelo sacrifício de Cristo na cruz do calvário. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” 1 João 5:4-7.

Vamos abrir aqui um parêntese. Muitos nos dias de hoje falam que o Espírito Santo e o próprio Jesus não são Deus, vamos analisar o texto da Bíblia que diz: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” 1 João 5:7.

Se os três são um, é lógico que estamos falando de um único Deus em três pessoas. Primeiro o Pai se refere a Deus, o Espírito Santo o nome já diz, aqui é apresentada a Palavra e entendemos que neste caso a Palavra representa Cristo, será? Vamos buscar a resposta na própria Bíblia, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” João 1:1. Bem aqui a palavra Verbo representa Deus, para ser mais preciso Jesus, como se o texto fala que o Verbo era Deus e a afirmação é que Jesus é o Verbo. Para entender este ponto precisamos continuar lendo a Bíblia, vamos um pouco adiante ao mesmo capítulo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” João 1:14.

Foi Cristo que habitou entre nós, carregando a humanidade na própria pele, e mais se fazendo pecado, para termos a oportunidade de buscamos a justificação de nossos pecados diante de Deus. O profeta Isaías anunciou a vinda de Jesus e mesmo assim os que eram para recebê-lo preferiram matá-lo.

“Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. [...]E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque a iniquidade deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos e “Intercedeu pelos transgressores” Isaías 53:1-12.

Uma característica do Espírito Santo é a de convencer cada um de nós dos nossos pecados, e dessa forma nos arrependermos buscando a Deus, para conseguir o perdão dos pecados. “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, eu vôs enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo” João 16:7-8.

A quarta verdade a Bíblia

“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” João 17:17.

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” Salmos 119:105. E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” 2 Timóteo 3:15-17.

Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. “Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” 1 Timóteo 4:4-6.

A quinta verdade e a Lei de Deus

Pergunte para a mesma pessoa a quem foram feitas as outras perguntas: “Esta igreja crê e ensina que a Lei de Deus, com todos os seus mandamentos, ainda está em vigor?
Se a resposta for “NÃO”, então não perca sua salvação com aquela igreja, pois não é a Igreja da Verdade. Porém, se a resposta for “SIM”, então pode ter certeza que aquela Igreja ensina TODA a VERDADE, pois respondeu afirmativamente às três perguntas de Apocalipse 1:3.

“Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetasMateus 22:36-40.

Vejamos como muitos cristãos aceitam o evangelho.

1. Os judeus aceitam a Bíblia e a Lei, mas rejeitam JESUS.
2. Os evangélicos aceitam a Bíblia e Jesus, mas rejeitam a LEI.
3. Os católicos aceitam Jesus, mas rejeitam a LEI (alterando-a) e a BÍBLIA (trocando-a pela tradição).
4. As Testemunhas de Jeová aceitam a Bíblia, mas rejeitam JESUS (não creem que Ele é Deus) e a Lei.
5. Ou seja, praticamente todos rejeitam pelo menos um ponto da Verdade. Portanto, tais igrejas não podem se considerar VERDADEIRAS.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” Mateus 7:21-23.

Lúcifer foi um anjo que conheceu a verdade, mas não se firmou na verdade. Concluímos que o inimigo conhece “toda a verdade”. Se ele conhece toda a verdade, por que ele é Diabo? Por que não é convertido? Por que não é batizado e liberto, como disse Jesus? Por que alguém que conheceu toda a verdade, tornou-se o maior e pior inimigo da verdade?

Hoje há muitos que conhecem a verdade, porém jamais se firmaram nela. São instrumentos de Satanás para afastar outros da verdade. “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” 2 Coríntios 11:13-15.

Considerações Importantes

É inevitável e irrefutável a conclusão de que a igreja apostatada foi a responsável pela mudança da observância sabática pela dominical. Essa alteração ocorreu gradualmente através de leis civis e eclesiásticas que surgiram sob a tutela da Igreja Romana e, como o livro de Daniel descreve, essa instituição religiosa cuidou em "mudar os tempos e a lei" Daniel 7:25. E o fez com maestria, embora em longo prazo.

Os catecismos romanos estão repletos de citações que reconhecem a autoridade da Igreja de Roma como responsável pela mudança do dia de repouso. O fato essencial é que tal mudança não tem aprovação das Escrituras Sagradas. Ao contrário, tem fundamento unicamente na tradição enraizada no paganismo. E não constitui regra de fé e prática. Deve, pois, ser rejeitada. ‘’Mas Deus, não leva em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos’’ Atos 17: 30-31.

‘’Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte’’ Isaías 5: 20-24.

Deus nos chama de filho: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.  Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem” Provérbios 3: 1-4.

 “Guia-me na tua verdade, ensina-me, pois, tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia” Salmos 25: 5.  “Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar” Miqueias 7:19.

O Selo de Deus ou Marca e até Sinal

Você já deve ter ouvido falar no selo da Besta, muitos acreditam que essa marca seria produzida fisicamente no corpo das pessoas, como microchip ou outro implemento parecido. Chamo a sua atenção para um fato importante, Satanás sempre quis imitar e ser adorado como se fosse o próprio Deus, neste ponto podemos perceber que para descobrir o selo da Besta precisamos primeiro descobrir qual é o selo de Deus. “Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do Norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” Isaías 14:12-14.

“E vi tronos; e assentou-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” Apocalipse 20:4

E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dada o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos selados nas suas testas os servos do nosso Deus”. Apocalipse 7:1-3

Quais são as características de um Selo? 

Então chamaram os escrivães do rei no primeiro mês, no dia treze do mesmo e, conforme a tudo quanto Hamã mandou, escreveu aos príncipes do rei, e aos governadores que havia sobre cada província, e aos líderes, de cada povo; a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua; em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se selou”. Ester 3:12

1º O nome “DEUS” - SENHOR
2º O cargo “CRIADOR” - FEZ
3º O território que domina “terra, céus, mar e tudo que neles há”

Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Êxodo 20:11

Onde Está o Selo de Deus?

E muitos entre eles tropeçarão, e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos. Liga o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos”. Isaías 8:15-16

E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saiba que eu sou o SENHOR vosso Deus. Mas também os filhos se rebelaram contra mim, e não andaram nos meus estatutos, nem guardaram os meus juízos para fazê-los, os quais, cumprindo-os, o homem viverá por eles; eles profanaram os meus sábados; por isso eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir contra eles a minha ira no deserto”. Ezequiel 20:20-21

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte; Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça! Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel”. Isaías 5:20-24

Que Lei?

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.  Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou”. Êxodo 20:8-11

“Guarda o dia de sábado, para santificá-lo, como te ordenou o SENHOR teu Deus. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; Porque te lembrarás de que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado”.  Deuteronômio 5:12-15

E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus”.  Êxodo 31:18

Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”.  Provérbios 14:12

“Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração. E não praticam iniquidade, mas andam nos seus caminhos. Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos. Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos”. Salmos 119:1-5

Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. 23- E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR”.  Isaías 66:22-23

“E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das brechas, e restaurador de veredas para morar. Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras. Então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu Pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse”. Isaías 58:12-14

“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele”. Eclesiastes 3:14 “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”. Malaquias 3:6

“E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios. Mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser ou o pai ou a mãe, certamente morrerá”. Marcos 7:6-10

Lemos vários versos bíblicos que mostram o valor da Lei de Deus, e em nenhum deles foi apresentado a possibilidade de mudança dos mandamentos do Senhor, o próprio Cristo falou que não veio para muda ou anular a Lei de Deus: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim cancelar, mas cumprir” Mateus 5:17. E foi exatamente o que Jesus fez cumpriu os Mandamentos de Deus, se a Lei for anulada por Cristo, então Jesus teria aqui cometido o primeiro pecado, pois, Ele disse que não veio mudar a Lei. E agora Ele mudou? Se isso for verdade então Cristo mentiu. Lógico que não, o nosso Salvador não cometeu nenhum pecado. E para não deixar dúvida veja o que Jesus falou sobre a Lei de Deus: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor”. João 15:10.

Mudaria as Leis

“E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo”. (Daniel 7:24-25)

Quem mudaria os tempos e a lei? O poder da besta, representada pelo chifre pequeno do animal terrível e espantoso de Daniel sete.

Ano 321 - Mudança na lei do sábado para o domingo, Constantino estabelece a primeira lei dominical, decretando que todas as cortes de justiça, habitantes de cidades e oficinas repousassem no dia do sol - venerabili die solis.).

Ano 336 - O Concílio de Laodicéia oficializa dentro da igreja a transferência do sábado para o domingo.

Ano 416 - O Papa Inocêncio I diz que o domingo deve ser o dia para o jejum, dando assim força para a guarda do domingo.

Ano 538 - “No Concílio de Orleans, foi ordenado que todas as coisas, anteriormente, permitidas no domingo continuassem em vigor; mas que se abstivessem do trabalho com arado ou em vinhas, sega, ceifa, debulha cultivo, a fim de que as pessoas pudessem frequentar a igreja convenientemente. ” A Igreja Católica na Profecia, 265.   

Ano 590 - “O Papa Gregório em carta dirigida ao povo romano, qualificou como profetas do anticristo os que ensinassem que não devia trabalhar no sétimo dia.”

A Bíblia Responde

“Aqui o sentido, que tem sabedoria”. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada’’. Apocalipse 17:9 ‘’E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta’’. Apocalipse 17:12

‘’E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas’’ Apocalipse 17:15.

‘’Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus’’. Apocalipse 14:12.

E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus” Apocalipse 7:2-3.


Fim





Conclusão I

Esta parte é exclusiva de cada leitor(a), portanto, cabe a você que participou deste estudo, escrever aqui a sua conclusão. Eis aqui seu espaço, coloque a cidade e a data antes de começar, e assine quando terminar, para que seu registro seja consultado por você mesmo(a), ou por outras pessoas tempos depois. Que o Espírito Santo se faça presente nesse momento tão especial entre você e Deus.
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Conclusão II

Mas, se tempo depois você já não concorda mais com a primeira conclusão, escreva outra aqui, porque as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã.
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Curiosidades sobre a Bíblia:

Segundo a tradição aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por cerca de 40 autores. O Velho Testamento entre 1500 e 450 a.C, e o Novo Testamento entre 45 e o ano 100 d.C. Totalizando um período de mais ou menos 1600 anos.

Escritores da Bíblia

Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio = Moisés 1500 A.C.
Josué = Josué – 1350 A.C.
Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel = Samuel; Natã; Gade; 1050 – 950 A.C.
1 Reis, 2 Reis = Jeremias – 600 A.C.
1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias = Esdras – 450 A.C.
Ester = Mardoqueu – 400 A.C.
Jó = Moisés – 1400 A.C.
Salmos = vários autores diferentes, grande parte foi escrita por Davi, entre 1000 – 400 A.C.
Provérbios, Eclesiastes, Cânticos = Salomão – 900 A.C.
Isaías = Isaías – 750 A.C.
Jeremias, Lamentações = Jeremias – 600 A.C.
Ezequiel = Ezequiel – 550 A.C.
Daniel = Daniel - 550 A.C.
Oséias = Oséias – 750 A.C.
Joel = Joel – 850 A.C.
Amós = Amós – 800 A.C.
Obadias = Obadias – 550 ou 650 A.C.
Jonas = Jonas – 800 A.C.
Miquéias = Miquéias – 750 A.C.
Naum = Naum – 650 A.C.
Habacuque = Habacuque – 600 A.C.
Sofonias = Sofonias – 650 A.C.
Ageu = Ageu – 520 A.C.
Zacarias = Zacarias – 550 A.C.
Malaquias = Malaquias – 400 A.C.
Mateus = Mateus – 55 D.C.
Marcos = João Marcos – 50 D.C.
Lucas = Lucas – 60 D.C.
João = João 90 D.C.
Atos = Lucas – 65 D.C.
Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemom = Paulo, 40-70 D.C.
Hebreus = Desconhecido, talvez Paulo, Lucas, Barnabé – 65 D.C.
Tiago = Tiago – 45 D.C.
1 Pedro, 2 Pedro = Pedro – 60 D.C.
1 João, 2 João, 3 João = João - 90 D.C.
Judas = Judas – 60 D.C.
Apocalipse = João – 90 a 100 D.C.

Pesquisador Márcio Ricardo